Estamos sempre morrendo. Cada minuto que passa é uma pequena morte que acontece.
Não morremos apenas nos minutos, mas também nos acontecimentos.
Morremos para tudo que fazemos e a estas mortes nós chamamos de “passado” ou “nossa história”.
E disto temos saudades...
Quanto mais envelhecemos, mais vamos alimentando saudades das pequenas mortes que foi nossa vida.
Até que, um dia, acabamos de vez de ter saudades da vida e se instala, em nós, definitivamente, como desafio último, a saudade de Deus. A isto chamamos de morte.
Morrer é voltar para Deus e isto o fazemos desde o instante em que nascemos.
Nascemos cheios de cuidados e morremos na impotência, mas cheios dos cuidados de Deus.
Ultrapassada a porta final desta vida, vamos encontrar um grande e bom Pai, de braços abertos, com um grande sorriso, nos dizendo e perguntando: “Que bom que você voltou! Como é que foi a vida, meu filho?”
E nós diremos ; “Foi ótima! Mas bom mesmo é estar, agora, aqui ! Contigo!”

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